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Um Vinho topo de gama sem madeira?

A pergunta vem a propósito do novo Dona Matilde apresentado há dois dias. O vinho tem origem na quinta do mesmo nome, uma propriedade com muita margem de rio entre a Régua e o Pinhão. Foi outrora pertença da empresa Barros Almeida e, quando a empresa passou para o universo Sogevinus, foi recomprada pela família Barros, actualmente na figura tutelar de Manuel Ângelo e do seu filho Filipe. Temos acompanhado a produção desta quinta, sobretudo vocacionada para os DOC Douro mas onde também surgem os vinhos do Porto, quer Colheitas quer Vintages.
A originalidade deste tinto tem a ver exactamente com o facto de não ter tido qualquer estágio em madeira. Já várias vezes afirmei, e mantenho, que todos os grandes vinhos tintos têm estágio em madeira, seja ela nova, usada ou – o que acontece cada vez com mais frequência – um misto entre nova e usada.
Este tinto, até pela elegância que mostra, diz-nos que a madeira seria aqui um factor intrusivo e por isso aplaudo a decisão de não o levar a cascos. Muitas amostra me chegam de vinhos que o melhor mesmo era não terem conhecido a barrica para não ficarem, depois, autênticos destilados de carvalho. Sem madeira o vinho perde um filtro e por isso, vê-se tudo lá para dentro, fica com telhados de vidro. Este apresenta uma boa visão, sim senhor…

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