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Rosados em novo estilo

Cada vez mais apreciados…e com razão!

Este tema – os vinhos rosés – tem sido abordado periodicamente nestas páginas. Por uma razão: os consumidores têm, em relação a este tipo de vinhos, muitos preconceitos e ideias erradas. A primeira, muito vulgar numa roda de amigos, é que o rosé não é vinho ou, por outras palavras, não é vinho digno de nota; a segunda é que o rosé é uma misturada do que havia na adega, sem critério e sem qualidade que justifique que com ele se perca tempo. As razões de tal preconceito, já sabemos, são antigas, mas delas não trataremos agora. Queremos sobretudo afirmar que o rosé é tão vinho quanto os outros e bem mais difícil de fazer bem feito do que à primeira vista se imagina. Também existe a ideia que o rosé é um vinho doce, uma bebida de “senhoras” (vá lá saber-se o que isso quer dizer…) e que, por essas e por outras, não tem lugar a uma mesa de apreciadores. Nada mais errado. Basta olhar para os preços de alguns deles para verificarmos que provavelmente estamos equivocados. É que, com preços de venda de 15, 20 e mais euros, não é seguramente de um produto menor que estamos a falar. O rosé está hoje muito divulgado ente nós (também para fazer espuamnte), produz-se do Minho ao Algarve e ilhas e pode ser um grande companheiro de Verão. Há várias maneiras de o fazer e uma delas será menos conhecida, que é a junção de branco com tinto. Na região de Champagne é mesmo dessa forma que se faz o rosé e existem zonas e vinhas só de uvas tintas cujo vinho se destina a fazer o lote com vinhos brancos. Por cá tal também é possível desde que cada um dos componentes – o branco e o tinto – tenham sido certificados como DOC ou Vinho Regional; outra forma é uma vindima feita especialmente para este fim: mais precoce para se obter um mosto de graduação mais baixa e, depois, uma maceração muito ligeira que faz com que o vinho fique então com uma leve tonalidade rosada. Pode ainda resultar da chamada “sangria de cuba”, quando se retira mosto de uma cuba de tinto – sem as películas – pouco tempo depois de ter começado a fermentar. Seguidamente é vinificado em cuba à parte, com método idêntico ao vinho branco. Não há, como se vê, qualquer razão para pensar que não se trata de um bom produto. Há também castas tintas que, por terem naturalmente pouca cor, dão sempre origem a vinhos mais ligeiros e de tonalidade mais rosada, como as variedades Bastardo, Rufete ou Mourisco. Ao rosé pede-se então que seja leve, que não tenha graduação elevada e que seja um bom companheiro de petiscos estivais, como saladas ou mesmo marisco apenas cozido. Outra ideia errada é que o rosé não aguenta o tempo em cave. Com alguns é isso que acontece mas a prova recente de um rosé com 18 anos veio demonstrar que é mais uma ideia pré-concebida que pode não resistir à prova cega. Com tanta oferta no mercado, vamos lá a ter mais juízo e deixar de lado as ideias feitas. É que o Verão (se chegar a aparecer…) está mesmo a pedir vinhos leves e agradáveis.

Sugestões da semana:
(Os preços foram fornecidos pelos produtores)

Quinta da Alorna rosé 2017
Região: Regional Tejo
Produtor: Quinta da Alorna
Casta: Touriga Nacional
Enologia: Martta Simões
PVP: €4,99
Vinho de grande sucesso, aqui a usar a casta que cada vez mais está a ser utilizada para fazer rosé.
Dica: fresco, seco e bem elegante, um grande companheiro quer da mesa quer da esplanada.

Espumante Mingorra rosé 2013
Identificação: Vinho Espumante de Qualidade
Produtor: Henrique Uva
Casta: Aragonez
Enologia: Pedro Hipólito
PVP: €12,15
Um rosé com alguns anos, mais carregado na cor e com um perfil gordo e cheio.
Dica: claramente para a mesa, para peixes gordos, cataplanas ou peixes no forno.

Covela rosé 2017
Região: Regional Minho
Produtor: Lima & Smith
Casta: Touriga Nacional
Enologia: Rui Cunha
PVP: €9
Produzido na zona de Baião, já quase na fronteira com o Douro. Os restantes vinhos da empresa são brancos.
Dica: muito bons frutos vermelhos no aroma, fino e seco, claramente vocacionado para petiscos de início de refeição.

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